Medindo Representatividade Racial

Instrumento contínuo e validado para medir cor de pele a partir de fotografias comuns, com aplicação direta em estudos de desigualdade e representatividade.

Estudos sobre desigualdade racial, discriminação e representatividade costumam esbarrar num problema de medição: cor de pele é tratada como categoria (branco, pardo, preto), quando na prática é um espectro contínuo. Categorias perdem informação, dependem de autodeclaração e variam de instrumento para instrumento, o que dificulta comparar resultados entre estudos diferentes.

Desenvolvemos um índice contínuo de cor de pele, de 0 a 1, extraído diretamente de uma fotografia comum, sem depender de equipamento especial ou autodeclaração. O índice é ancorado em referências fixas, o que o torna comparável entre bases de dados e populações diferentes.

A primeira etapa do processo isola a região de pele na foto e extrai a cor predominante com robustez a iluminação e ângulo:

Pipeline de extração: da foto de entrada até a cor de pele extraída, passando por máscara de pele e estimativa de densidade
Da fotografia à cor de pele extraída: recorte da região de rosto, isolamento dos pixels de pele e estimativa da cor predominante.

Validamos o método em mais de 669 mil fotos oficiais de candidatos a cargos eletivos no Brasil, o que permitiu aplicar o índice a um problema concreto: medir representatividade racial na política brasileira ao longo de várias eleições, com resultados publicados em working paper.

A demonstração abaixo deixa explorar a metodologia de extração de forma interativa, foto a foto.

Leia a análise completa: Medindo cor de pele com dados públicos.

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